
Namoro cristão exige propósito e maturidade
12/06/2026Por Carlos Fernandes, do Ongrace

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Histórias de amor costumam ter um roteiro bem definido – no final, é ele, o amor, que prevalece. Tudo a ver com o texto bíblico, segundo o qual o amor é paciente e bondoso; não maltrata, não procura seus interesses. O texto de Paulo diz que ele não guarda rancor; tudo sofre, tudo espera, tudo suporta (1 Co 13.4-7). Porém, quando o perdão a si mesmo não entra na equação, o amor pode, sim, ser sufocado. Este é o foco de ‘À moda antiga’ (‘Old fashioned’, EUA, 115 min), romance cristão distribuído pela Graça Filmes.
A tradição também diz que os opostos se atraem, e, neste quesito, o longa se encaixa. Clay Walsh (Rik Swartzwelder), apesar de jovem, vive de maneira reservada após uma experiência com Deus, dedicando-se totalmente ao trabalho em seu antiquário e tentando conciliar sua fé com um passado que o atormenta. Já Amber (Elizabeth Roberts) é uma mulher avessa ao conservadorismo, a qual, depois de sofrer com um relacionamento abusivo e fracassado, junta tudo o que tem – inclusive Joe, seu pet – e parte em busca de novos rumos.
A vida acaba aproximando os dois e dando início a uma jornada, apesar dos princípios rígidos autoimpostos por Clay. Em uma época de liberação dos costumes e relacionamentos voláteis, o estilo de vida de Clay causa estranheza até a seus melhores amigos, ao mesmo tempo em que propõe reflexões sensíveis sobre amor, compromisso e transformação pessoal – e assim, o que começa como curiosidade de Amber logo se transforma em uma conexão profunda, capaz de desafiar as barreiras emocionais que ambos construíram ao longo dos anos.
Enquanto um conhece a trajetória do outro – nem sempre sem conflitos -, narrativas paralelas se desenrolam, e, quando uma crise abala a proximidade crescente, mas improvável entre Amber e Clay, os dois começam a entender o que, verdadeiramente, é capaz de unir ou separar duas pessoas.
Com bela fotografia, trilha sonora envolvente e um romantismo temperado com humor em boa medida, ‘À moda antiga’é mais que uma comédia romântica; trata-se de um convite a que o espectador avalie a si mesmo, para que possa viver melhor e compartilhar sua existência com outra pessoa.





