
Projeto reconhece SBB como manifestação da cultura nacional
08/07/2026Por Carlos Fernandes, do Ongrace

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Até o ano de 2040, meio bilhão de crianças e adolescentes em todo o mundo poderá estar com sobrepeso ou obesidade. O alerta é do Atlas Mundial da Obesidade 2026, divulgado em meados de junho pela Federação Mundial de Obesidade. O número demonstra que uma em cada quatro pessoas naquela faixa etária terá problemas com a balança. Muito mais do que uma questão estética, o excesso de gordura corporal predispõe a doenças metabólicas, representa perda de qualidade de vida e aumenta a morbidez em uma fase que deveria ser caracterizada por vitalidade e plena saúde.
Dentro desse cenário, a pior situação é a do Brasil. De acordo com o documento, o país enfrenta uma epidemia de peso excessivo logo nos primeiros anos de vida. Pelo Atlas, 16,6 milhões de crianças e adolescentes – cerca de 40% da faixa etária – já sofrem de sobrepeso ou obesidade. Ainda na projeção para 2040, estima-se que metade dos indivíduos entre 5 e 19 anos enfrentará o problema. A estimativa é que, neste ano de 2026, o percentual de sobrepeso infantil ultrapasse o de jovens abaixo do peso ideal no mundo.
Segundo a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), o país apresenta maior crescimento de obesidade infantojuvenil nas classes socioeconômicas mais baixas. Tal fenômeno se explica pelo menor acesso a alimentos saudáveis e pelas dificuldades de se cozinhar em casa, devido a jornadas que envolvem atividades subalternas e longos deslocamentos entre a residência e o trabalho. Nesse contexto, o consumo de produtos industrializados e ultraprocessados, com baixo valor nutricional, tende a ser maior entre esse público.
Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional do Ministério da Saúde sobre o tema levaram o Conselho Federal de Medicina a alterar as diretrizes de elegibilidade para cirurgias bariátricas naquele segmento – intervenção que consiste na redução da capacidade do aparelho digestivo, a fim de reduzir a ingestão de alimentos. Desde o ano passado, o procedimento passou a ser permitido para adolescentes a partir de 14 anos, dado o aumento da demanda.





