
Reuniões em Madureira fortalecem a fé e renovam a esperança de milhares
17/07/2026Por Carlos Fernandes, do Ongrace

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Aposentados e pensionistas do Estado do Rio de Janeiro levaram um susto no começo de julho. Ao verificarem o valor de seus ganhos relativos ao mês anterior, perceberam que foram aplicados descontos indevidos em favor de instituições financeiras e até de um plano de saúde. De acordo com os beneficiários, não há registro de solicitação de tais rubricas em nenhum documento. Os descontos vão desde valores mais baixos, como oito ou nove reais, até cifras de quatro dígitos. Em alguns casos, os débitos comprometeram recursos normalmente destinados à alimentação, compra de remédios e outras despesas fundamentais.
Ligado ao governo do Rio de Janeiro, o Rioprevidência tem aproximadamente 240 mil segurados, com rendimento médio de 3.100 reais. Associações de beneficiários do sistema alegaram que não receberam qualquer explicação sobre o procedimento e que os descontos não foram autorizados pelos titulares. Já a autarquia alegou tratar-se de uma falha técnica na emissão dos contracheques e que o problema já havia sido solucionado desde o dia 3 de julho.
Segurados reclamam ainda da falta de clareza nas informações prestadas nos recibos de pagamento, o que dificulta o controle do orçamento familiar. Não seriam especificados, por exemplo, o número de parcelas e os juros praticados sobre empréstimos consignados realmente contratados pelo titular. O Rioprevidência orientou aposentados e pensionistas com dúvidas a acessar o Portal do Servidor para obter mais detalhamentos e informações.
A situação lembra a questão envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), órgão responsável pelos pagamentos do Regime Geral de Previdência e que tem cerca de 40 milhões de beneficiários no país. Mudanças implementadas a partir de 2019 permitiram que diversas associações e sindicatos, sob a justificativa de prestação de serviços aos inativos, praticassem descontos mensais. Em 2025, investigações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União encontraram evidências de que mais de 6 bilhões de reais foram desviados pelas entidades – várias delas fraudulentas, como as de uma suposta agremiação de trabalhadores rurais e de organizações esportivas. Os prejuízos comprometeram mais da metade da renda de algumas pessoas. Desde o ano passado, o governo federal tem promovido o ressarcimento dos prejuízos, e as investigações seguem nas esferas civil, administrativa e criminal.




