
Campanha de Fé em Recife (PE) é marcada por testemunhos de cura
05/08/2026Por Viviane Castanheira, do Ongrace

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A tecnologia nunca esteve tão presente na maternidade. Com poucos toques na tela, aplicativos de inteligência artificial (IA) acompanham a gestação, organizam a rotina do bebê e oferecem respostas para as dúvidas mais comuns dos pais. Embora sejam ferramentas úteis, especialistas alertam que o desenvolvimento de uma criança continua dependendo de algo que nenhuma inovação consegue substituir: a presença da família, o acompanhamento profissional e a sabedoria para tomar decisões.

É justamente nesse equilíbrio entre tecnologia e cuidado humano que está o maior desafio dos pais na atualidade. Para a educadora parental Flávia Soares, a IA pode facilitar o cotidiano ao fornecer informações sobre alimentação, sono, crescimento e desenvolvimento do neném. No entanto, lembra que cada criança é única e nenhuma plataforma consegue avaliar as particularidades de um lar. “A tecnologia pode nos dar um suporte geral, mas jamais trazer diagnósticos específicos. Para isso, existem profissionais especializados”, afirma.
Flávia alerta sobre a credibilidade das informações disponíveis na internet. Segundo ela, que orienta famílias na criação e no desenvolvimento dos filhos, os pais devem verificar se o conteúdo é produzido por especialistas no tema, respaldado por evidências científicas e livre de promessas milagrosas. “A tecnologia é uma excelente ferramenta, mas o principal fator de proteção para o desenvolvimento infantil continua sendo a qualidade da relação entre a criança e seus cuidadores”.

Essa relação também está no centro da reflexão de Edgar Menezes, psicólogo e pastor da sede regional da IIGD Caminho de Areia, em Salvador (BA). Ele explica que a IA deve ser um recurso, jamais uma autoridade na educação dos filhos. “Ela pode fornecer respostas, mas não conhece a história, as emoções, o contexto familiar nem as necessidades particulares de cada criança”, ressalta.
Edgar lembra que o desenvolvimento saudável acontece por meio da presença, da escuta e do direcionamento dos pais. “A tecnologia não proporciona acolhimento emocional, não ensina pelo exemplo nem constrói vínculos afetivos.” Ele acrescenta que a Bíblia reforça esse argumento ao ensinar que o temor do SENHOR é o princípio da sabedoria (Pv 9.10). “A IA pode acelerar o acesso ao conhecimento, mas continua sendo incapaz de oferecer aquilo que a Psicologia e a fé reconhecem como essencial ao desenvolvimento humano: vínculos seguros, cuidado intencional e amor genuíno”, conclui o ministro.





