
Ação da Igreja da Graça leva esperança a hemocentros na Bahia
18/04/2026Por Carlos Fernandes, do Ongrace

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É das proximidades do Lago da Galileia, em Israel, que vem uma recente e significativa descoberta da Arqueologia, capaz de mudar o conhecimento que temos sobre a cerimônia do batismo nos primeiros séculos da fé cristã. Trata-se de uma peça de mármore com três cavidades, encontrada ao lado de uma antiga pia batismal na região de Hippos, conhecida nos textos bíblicos como Decápolis (Mateus 4.25 e Marcos 5.20). Os pesquisadores acreditam que o objeto continha óleos usados para a prática litúrgica da unção.
O anúncio do achado foi feito no início de abril pelos arqueólogos Michael Eisenberg e Aleta Kowalewska, da Universidade de Haifa, e ocorreu após mais de 20 anos de estudos no sítio. Segundo os pesquisadores, na publicação Palestine Exploration Quarterly, a descoberta oferece raro vislumbre de práticas regionais do cristianismo primitivo, quando os diferentes costumes bizantinos ainda não eram praticados de maneira uniforme pelas diversas comunidades.
O artefato foi encontrado nas ruínas da sala de uma antiga catedral do século 6, espaço destinado à realização do sacramento. O bloco retangular tem idade estimada em 1,4 mil anos e corresponde ao período em que o cristianismo se espalhava, no início da Idade Média. A estrutura incomum da relíquia seria usada no batismo de crianças, prática comum à época, como cerimonial de iniciação na fé cristã. O que chama a atenção é que a tripla unção não era conhecida até agora, sugerindo que diferentes formas de realizar o sacramento eram adotadas pelos cristãos.
O sítio em que o objeto estava foi preservado de maneira insólita. Há registros de um terremoto ocorrido na região, no ano de 749 d.C., que soterrou a sala onde a peça foi localizada. O acúmulo de sedimentos protegeu os utensílios ali encontrados – como o batistério e um relicário, também de mármore, e um candelabro de bronze – contra corrosão ou furtos.





