Dia do Professor: ensinar na era das redes sociais

15/10/2026

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15/10/2026

Dia Mundial da Alimentação traz reflexões sobre segurança alimentar

Por Carlos Fernandes, do Ongrace

Dia Mundial da Alimentação tem como tema, este ano: ‘Inovar hoje para nutrir o amanhã’ – imagem: ABERTURA by Magnific

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Criado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) com o objetivo de conscientizar a população global sobre a importância de garantir a segurança alimentar e o acesso a alimentos de qualidade, o Dia Mundial da Alimentação é celebrado nesta quinta-feira, 16 de outubro. Mais do que a data em si, o que se busca é promover reflexão entre os governos e os setores produtivos sobre como manter, de maneira justa e inclusiva, o sistema de distribuição e consumo de alimentos, sobretudo nas regiões mais vulneráveis do planeta.

Essa reflexão é mais que oportuna. De acordo com o relatório O estado da segurança alimentar e nutricional no mundo, publicado este ano, cerca de 2,1 bilhões de seres humanos — 25% da população total — enfrentaram insegurança alimentar moderada ou grave em 2025; e outros 645 milhões de pessoas passam fome, assim considerada a subnutrição severa. Grande parte desse contingente populacional vive na África, no Oriente Médio, na Ásia e na América Latina, no chamado Sul Global.

Para a Nutricionista e professora, Monica Benarroz, ‘ampliar a oferta de alimentos não garante que a comida chegue à mesa das famílias’. – imagem: Monica Benarroz By Arquivo pessoal

O tema do Dia Mundial da Alimentação deste ano é ‘Inovar hoje para nutrir o amanhã’, com foco na sustentabilidade dos sistemas agroalimentares e em uma inovação que vá além da tecnologia, enfatizando a equidade em cada realidade concreta. É o que explica a nutricionista e professora Monica Benarroz, do Rio de Janeiro. “Certamente, inovar pode ser uma estratégia focada em otimizar as safras e a produção de alimentos por meio de diferentes práticas, conhecimentos e tecnologias”, aponta a especialista, que é mestre em Ciências da Saúde e doutora em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva.

Monica pondera que, embora o Brasil seja referência em políticas públicas de alimentação e nutrição — o país exportou, entre janeiro e setembro, 133,6 bilhões de dólares, ou 675 bilhões de reais em alimentos, com aumento de 5,5% em relação ao período anterior —, ainda enfrenta gargalos estruturais que demandam compromissos contínuos de Estado, e não apenas de governos. “No entanto”, prossegue, “ampliar a oferta de alimentos não garante que a comida chegue à mesa das famílias. A chance que uma família de baixa renda tem de adquirir e consumir uma alimentação adequada não depende apenas de safras bem-sucedidas, mas também de políticas públicas transversais que articulem saúde, emprego, educação e agricultura. Por esse motivo, a equidade deve permanecer no centro desse debate.”

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