Fibras, aliadas da boa saúde

13/07/2026

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13/07/2026

Fiocruz desenvolve nova vacina contra malária

Por Carlos Fernandes, do Ongrace

Fiocruz prepara vacina que combate todos os tipos de protozoários que causam a doença. – Foto: Freepik by magnific

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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), importante instituição científica da América Latina, deu um passo importante no combate à malária. Pesquisadores da entidade anunciaram significativo avanço nos estudos para o desenvolvimento de uma vacina mais eficaz contra a doença, que é endêmica na região Norte do país e afligiu cerca de 25 mil brasileiros, ano passado. O novo imunizante oferece proteções mais amplas contra diferentes espécies do protozoário Plasmodium, causador da infecção.

Trata-se de um conjunto ainda não conhecido de proteínas do parasita, que é transmitido pela picada da fêmea do mosquito Anopheles, popularmente conhecido como mosquito-prego.Os cientistas identificaram centenas de peptídeos – fragmentos de proteína – reconhecidos pelas células de defesa do organismo. Esses antígenos foram reconhecidos pelo sistema imunológico de humanos, de outros primatas e de roedores, reduzindo ou até eliminando a carga do parasita, aumentando o nível de proteção contra a enfermidade.

O estudo dos pesquisadores brasileiros foi divulgado em 1º de julho na revista Nature, publicação científica de prestígio internacional. A principal novidade é que as vacinas hoje disponíveis oferecem proteção parcial contra um tipo específico do Plasmodium, tipologia responsável pela maioria dos casos graves de malária. Já o novo imunizante abrange diferentes espécies e seria capaz de combater a doença em suas diferentes fases, desde a incubação. No entanto, a Fiocruz anunciou que a vacina ainda precisa passar por uma série de testes clínicos e diversas etapas de validação e estudos, a fim de serem comprovadas sua eficácia e segurança em humanos.

A malária ataca, primordialmente, o fígado, no qual o microrganismo se multiplica e alcança a corrente sanguínea, provocando a destruição das hemácias. As toxinas liberadas causam sintomas como febre intensa, calafrios e sudorese. O quadro evolui para anemia e comprometimento renal e hepático, e o paciente crônico sofre com enfraquecimento geral e debilidade física. Em casos extremos, a infecção pode atingir o sistema nervoso central, com sequelas neurológicas, coma e morte. Em todo o mundo, ocorrem cerca de 290 milhões de casos – a maioria, na África -, e, no passado, ocorreram 610 mil óbitos registrados por causa da doença.

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