
Clancy: uma história de perdão e recomeço
10/10/2026Por André Santiago, do Ongrace

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Pessoas hospitalizadas, em orfanatos, em situação de rua e famílias atingidas por tragédias estão entre os indivíduos alcançados por iniciativas mantidas por igrejas. Além da assistência religiosa, comunidades cristãs têm organizado doações, mobilizado voluntários e oferecido diferentes formas de acolhimento para quem atravessa momentos de vulnerabilidade.
Na Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD) em Belo Horizonte (MG), parte desse trabalho acontece também fora das paredes do templo. Segundo o Pr. Rogério Postigo, líder da sede estadual em Minas Gerais, voluntários desenvolvem ações em hospitais, com atividades direcionadas a crianças, responsáveis e adultos. “Fazemos trabalhos em hospitais, onde realizamos teatro, cantamos e evangelizamos crianças e seus responsáveis”, conta.

Porém, nem sempre a necessidade chega em grande escala. Recentemente, Postigo recebeu um homem em situação de rua que estava desesperado, faminto e desejando retornar ao lugar de origem. “Preguei para ele e o levei a aceitar Cristo. Demos alimento, pois estava com fome, e comprei a passagem de ônibus, para que ele pudesse voltar à sua cidade natal, onde teria o apoio da família”, relata.
Para Postigo, episódios como esse ajudam a explicar por que as igrejas se tornam um dos primeiros lugares procurados quando alguém atravessa uma situação de vulnerabilidade. “As pessoas procuram a igreja quando estão em um momento difícil. Os seguidores de Cristo, por conta da fé em Deus, muitas vezes são os únicos que se dispõem a estender as mãos para ajudar aqueles que, às vezes, nem na própria família encontram quem acredite ser possível sua recuperação”, afirma.
Na experiência de Postigo, o trabalho também procura ir além da resposta a uma necessidade imediata. Ele afirma já ter acompanhado pessoas que viviam nas ruas e conseguiram reconstruir posteriormente diferentes áreas da vida. “Temos o testemunho de vários moradores de rua que, hoje, têm suas casas e seu emprego. Muitos deles se casaram ou voltaram para a família que haviam abandonado”, relata.
Da arrecadação de donativos ao atendimento individual, essas iniciativas revelam uma dimensão da atuação das igrejas que acontece diariamente para além dos cultos. Para quem busca de socorro, a necessidade pode ser espiritual, mas também pode estar na falta de alimento, de apoio familiar ou simplesmente de alguém disposto a ouvir e ajudar.





